Por que as Pessoas tentam ser quem não são? Isso pode tornar a sua vida sem sentido?

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Em nosso post de hoje iremos discutir sobre algo que afeta a nossa vida nos mais diversos sentidos: as ações impensadas. Assim sendo, ao longo desta conversa, temos como objetivo esclarecer o que pode fazer com que a vida de uma pessoa perca o sentido.

Não são raros os casos de pessoas que tentam transmitir uma mensagem que não refletem elas mesmas, isto é, tentam ser quem não são.

Há muitos indivíduos que criam uma série de personas que não condizem com o seu verdadeiro eu e há, ainda, os que agem sempre conforme a mentalidade de uma coletividade.

A consequência disso é que muitos tentam se adequar a certos grupos sociais a partir de uma persona falsa. Além disso, esses sujeitos costumam agir de acordo com o esperado por uma pessoa e, assim, deixam de ser protagonistas de suas vidas. Pensemos um pouco sobre as condutas desse tipo de pessoa.

Por que algumas pessoas agem de forma diferente em cada espaço?

Há certos indivíduos que em cada espaço que os encontra eles agem de uma forma diferente, de modo que não há uma coerência entre essas personas por eles criadas. Não são raros os casos em que empregamos frases como “nem parece a mesma pessoa” ou “esse sujeito está completamente mudado”.

Com isso, lançamos a seguinte questão para reflexão: será que essa pessoa, de fato, mudou? Ou será que ela está se adequando a um certo meio, vivendo sob uma persona irreal? É por esse motivo que devemos refletir sobre os fatores que nos levam a agir de uma forma que não corresponde a quem nós somos, de fato.

A primeira resposta para esse tipo de conduta é uma tendência perseguida pelo ser humano que vive em sociedade.

Nós somos sujeitos sociais naturalmente, uma vez que, em todos os momentos da vida, vivemos em um grupo específico. De modo que temos dificuldade, inclusive, de ficarmos sozinhos.

Por que o ser humano não gosta de ficar sozinho?

Quando afirmamos que um ser humano não gosta de ficar sozinho, devemos pensar em algumas variáveis que sustentam esta afirmação. Há muitas pessoas que afirmam que não têm essa dificuldade, mas, em seu tempo livre, quando sozinhas, recorrem às redes sociais a fim de que supram esta ausência de companhia.

Por que o ser humano não gosta de ficar sozinho

Não gostamos de ficar sozinhos em diversas fases da vida, pois, ao longo dela, buscamos por mais relações para lidarmos com esta falta.

Mesmo que não estejamos investindo em relações face a face, físicas, procuramos por elas no mundo digital.

Assim sendo, o exercício da meditação é muito difícil para muitas pessoas por causa disso, uma vez que não conseguem focar em algo por muito tempo.

Nesse processo, não podemos nos apoiar em uma pessoa, visto que é uma prática individual. Contudo, também é pertinente mencionar que quando ficamos tão dependentes de pessoas, perdemos a nossa identidade.

Aspectos relacionados à perda de identidade

A partir do momento em que nos deixamos sermos influenciados em todos os sentidos por uma pessoa, perdemos a nossa identidade.

Assim sendo, deixamos de ser protagonistas de nossas próprias vidas para vivermos à mercê do que o outro acredita ser o mais sensato (do seu ponto de vista). Isso ocorre com mais frequência com as pessoas que vivem sob uma ou mais personas falsas.

Dessa forma, responda para si mesmo as seguintes questões: o que faz com que você seja essa pessoa? Quais são os pontos que gosta em si mesmo? Como você se vê no dia a dia? Você está satisfeito com o que vê?

Como são as pessoas que te cercam e como elas contribuem ou não com o seu aprendizado contínuo e constante? Quem você quer ser a longo prazo? Se a maioria dessas respostas foram negativas, é primordial que você saiba que está com baixa autoestima. Isso significa que você não confia na persona por você mesmo criada.

O indivíduo que não confia em si mesmo

As pessoas que perderam a sua identidade não são capazes de confiar em si mesmas. Além disso, vivem com muito medo e deixam de aproveitar uma série de oportunidades. Contudo, se você está preocupado constantemente com o que as pessoas vão achar de você, é muito difícil que consiga confiar em si mesmo.

Assim sendo, sujeitos com essa mentalidade têm como preocupação primordial a adequação aos meios que frequentam. O medo constante que assola esses indivíduos diz respeito ao medo da não aceitação. É primordial que você leve em consideração que, na vida, é impossível agradar a todos.

Além disso, é impossível que uma pessoa consiga sustentar uma imagem irreal durante toda a vida. Por um tempo, de fato, você até conseguirá fingir, mas, como tudo na vida, nada é eterno.

Entretanto, fingir para uma pessoa ou mesmo para todo um grupo ser quem você não é, é algo muito desastroso e acarreta danos.

Cuidado para não se perder em si mesmo

Um outro problema relacionado à perda de identidade diz respeito ao fato de que o indivíduo se perde em si mesmo e fica à mercê das decisões de outrem. Sujeitos que adotam esse tipo de postura acabam, inclusive, fazendo aquilo com o qual não se identificam e não gostam.

Cuidado para não se perder em si mesmo

Pensemos em alguns exemplos práticos: você já deve ter conhecido alguma pessoa que, por influência de outras, criticava com afinco aqueles que frequentavam academia e que, por fim, passou a ser essa pessoa.

O mesmo ocorre com aquele que afirmava que não gostava de sair de casa e, da noite para o dia, passou a agir desta forma que antes era condenável (de seu ponto de vista).

Com isso, podemos pensar na seguinte questão: será que a pessoa que criticou algo fingiu que não gostava durante todo esse tempo?

A inversão de comportamento

A partir dos exemplos mencionados, notamos que há uma inversão bastante nítida no comportamento. Em relação ao processo de adequação a um comportamento de uma pessoa específica ou mesmo de um grupo social, podemos afirmar que trata-se de uma espécie de inversão, visto que o sujeito passa a agir de uma forma muito oposta.

Nesse contexto, a autoestima é um fator decisivo, pois, quanto mais baixa, mais suscetível às alterações essa persona será.

E isso implica um exercício de reflexão constante para se adotar uma persona coerente e real. A escolha mais correta em qualquer setor da vida é aquela que não pende nem para a escassez e nem para o exagero.

O desafio é encontrar um equilíbrio. Não se esqueça que tudo aquilo que é polarizado causa sérios danos. Se a sua vida se encontra muito polarizada, é muito provável que perderá a sua identidade.

As pessoas que vivem à mercê dos interesses de outrem

A partir do momento em que uma pessoa vive à mercê dos interesses de outrem, aos poucos, a sua identidade é apagada completamente. Assim, isso se torna uma verdade absoluta para a pessoa, de modo que permite que as decisões de outrem dominem toda a sua vida, perdendo a sua autonomia.

Podemos citar como exemplo aqueles que vivem apenas pelo marido/esposa, pelo filho (a) e pela família. Nem sempre essas pessoas pelas quais vive correspondem às suas percepções, de modo que pode vir a ter uma crise ao chegar na meia idade.

À medida que essas pessoas se aproximam da velhice, acabam ficando mais e mais deprimidas. Sentem que perderam toda a sua vida sendo o que não são, uma vez que viveram à mercê dos interesses, decisões e escolhas de outras pessoas.

É por esse motivo que é de suma importância que conheçamos a nós mesmos, pois, assim, evitamos viver uma vida com a qual sequer concordamos.

Consequências da crise de identidade e do medo de aceitação

A crise de identidade tem sido um fator que tem potencializado e agravado o quadro de indivíduos depressivos em todo o país, como têm apontado uma série de estudos científicos.

Nesse sentido, podemos afirmar que as pessoas que perdem a sua identidade costumam desenvolver uma série de transtornos mentais, como a própria depressão e a ansiedade. Isso acontece com todos aqueles que tentam se adequar a uma realidade com a qual não concordam.

Consequências da crise de identidade e do medo de aceitação

Além disso, um outro fator que impulsiona a depressão é o fato de que muitos se sentem amedrontados e temem não serem aceitos pelo grupo que escolheram fazer parte.

Ou então, possuem o medo de perder uma pessoa “amada” e de não ser valorizado por tal, de modo que modulam seu comportamento a fim de serem aceitos, o que ocasiona a perda de identidade e, consequentemente, uma possível depressão.

Abandone a ideia de que tem que ser perfeito

Nenhum ser humano é perfeito, logo, se você buscar por essa perfeição, poderá se frustrar e desenvolver aqueles transtornos mentais que mencionamos no parágrafo anterior.

Não é necessário que você busque pela perfeição, uma vez que as pessoas que realmente te aceitam e prezam pela sua companhia irão lhe aceitar de uma forma natural, sem que tenha que se adaptar àquelas personas.

As pessoas que realmente te amam e se importam não irão impor qualquer tipo de padrão a ser seguido por você para que seja aceito ali, naquele contexto. Pois, caso o contrário, saiba que essa relação poderá não ser duradoura ou real.

Nesse sentido, podemos visualizar isso nas situações em que os relacionamentos acabam porque um dos parceiros não aceitou que o outro fosse quem de fato ele era, de modo que esperou que o parceiro se adequasse a sua persona para que fosse aceito.

As consequências das imposições

Pensando ainda no contexto das imposições, é válido que destaquemos e façamos um alerta com relação à algo que acontece frequentemente entre pais e filhos.

A partir do momento em que o pai/mãe impõe um determinado comportamento ao seu filho (a), este poderá agir durante toda a vida sob uma persona que só revela no seio de sua família, uma vez que as condições naturalizaram esta persona.

As consequências das imposições

Assim, à medida em que passam a ser punidos (as) por agirem de forma mais autônoma, por demonstrarem quem realmente são, passam a mentir cada vez mais, uma vez que a honestidade acarreta punição por parte dos pais.

Desse modo, notamos que a partir do momento em que vivemos uma vida sempre à mercê de uma pessoa ou de um grupo social, aos poucos, perdemos a nossa autonomia e a confiança em nós mesmos, o que acarreta sérios problemas relacionados à baixa autoestima.

No entanto, para além dos problemas com a baixa autoestima, é importante falarmos sobre os problemas relacionados à autoestima e a confiança em si mesmo, de forma exacerbada.

A autoestima e o ego

Um dos grandes problemas que afeta a confiança e a autoestima de um ser humano diz respeito ao ego. Quanto mais individualistas são as pessoas, mais tendem a fazer com que todos ao seu redor se adaptem às suas escolhas, o que é algo muito negativo, como temos apontado ao longo desta discussão.

Portanto, tome cuidado, uma vez que nenhuma pessoa é o centro do universo. Saiba que todos nós temos as nossas falhas e acertos.

Assim, a fim de que possamos conhecer a nossa essência enquanto ser humano, é de suma importância que nos permitamos aprender mais a cada dia sobre nós mesmos.

E a espiritualidade é o principal mecanismo para chegar a essa vida plena e feliz.

O principal desafio nesse processo é o de chegar ao tão sonhado equilíbrio, pois, com uma vida equilibrada, nunca permitiremos que o outro seja o protagonista de nossa própria vida, isto é, de nossa própria história.

A fim de que possamos viver esta vida plena e feliz, temos que reconhecer que nenhuma pessoa é capaz de fazer todas as coisas sozinho, sem nenhum tipo de ajuda. A nossa autoestima não depende apenas de nós mesmos, além disso, precisamos do outro para que possamos entender um pouco mais sobre nós mesmos.

A autoestima e o ego

Sem que esses cuidados sejam tomados, perdemo-nos em nosso próprio ego. Nesse contexto, há algo para além de nós mesmos que permite que encontremos este equilíbrio, a espiritualidade.

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